0 O que fazer quando a Palavra não te impacta mais?

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Por David Murray

“O que você faz quando a pregação da Palavra não te impacta mais como antigamente?”

Essa é a pergunta que me foi feita recentemente por um jovem sincero que aparenta estar buscando honestamente ao Senhor.

Muitos de nós conseguem se identificar com essa questão por já terem estado nessa situação. Nos lembramos do impacto que os sermões tinham sobre nós no passado – impressões fortes, convicções intensas, ilustrações poderosas – mas agora, nos sentimos como estátuas frias e inanimadas enquanto escutamos aos mesmos pregadores pregando os mesmos sermões. O que deu errado? Isso pode variar para pessoas diferentes, mas deixe-me sugerir algumas possibilidades.

1. Cansaço

A principal causa para uma escuta improdutiva da Palavra é a fadiga e, até mesmo, a exaustão. Trabalhamos muito e por muito tempo durante a semana. Nos sentamos e nos aquietamos pela primeira vez no Domingo pela manhã e, surpresa, nossas pálpebras começam a pesar como chumbo e nossos corpos começam a escorregar no banco da igreja. Uma hora extra de sono a cada noite pode reviver nossas almas.

2. Distração 

Sábado à tarde e à noite são bons momentos para resolver pendências da semana e se preparar para a Segunda. Se não fazemos isso no sábado, estaremos fazendo pelo Domingo, mesmo que mentalmente, na igreja.

3. Indisciplina

Se nós não estamos lendo as nossas bíblias e orando de forma regular e disciplinada durante a semana, não podemos realmente esperar que estejamos espiritualmente sintonizados e sensíveis no domingo.

4. Pecado

Como pecados impenitentes formam uma barreira entre nós e Deus, precisamos nos certificar de que não há nada importante em nossas vidas bloqueando a bênção de Deus.

5. O pregador

Pode ser que o pregador esteja pregando uma série de sermões em um livro ou assunto que não se encaixa com as suas necessidades espirituais do momento. Apesar disso testar a nossa paciência, considerar o longo prazo pode mitigar nossa frustração. Não, você não precisa tanto dessas verdades/dessa série agora, mas pode guardar isso na sua mente e coração para quando precisar no futuro. Talvez nós possamos mortificar o nosso egoísmo orando: “Senhor, eu não estou absorvendo nada desse sermões mas estou grato por outros estarem e oro pela sua bênção sobre eles”.

6. Soberania

Deus pode estar testando a nossa fé ao nos deixar experimentar um período de frieza para com a Palavra. Nós andaremos pela fé até mesmo quando não há sentimentos nos ajudando no percurso? Nós escutaremos, confiaremos e obedeceremos mesmo quando não estamos sendo inspirados e movidos pela pregação?

7. Humildade

Deus também pode usar esses períodos para humilhar os nossos corações e nos mostrar quanta dureza ainda há em nós. “Estou ouvindo as mais belas verdades e isso me deixa frio como pedra. O pregador está derramando o seu coração nisso e eu nem posso ter certeza de que tenho um coração”. Essas experiências dolorosas revelam como ainda precisamos trabalhar a santificação dos nossos corações.

8. Encorajamento

O fato de estarmos incomodados com a nossa frieza espiritual é um sinal tranquilizador. Se estamos indiferentes sobre estarmos indiferentes, despreocupados com a nossa falta de preocupação, isso é, de fato, preocupante. Entretanto, o próprio fato de sentirmos e lamentarmos isso no mostra que Deus tem trabalhado em nossos corações. Podemos nos lembrar de quando olhávamos para a Palavra sem um mínimo de vida espiritual e isso não nos incomodava nem um pouco. Que isso nos incomoda agora e nos faz orar por uma transformação de coração revela um coração que já foi soberanamente transformado.

Traduzido por Kimberly Anastacio | iPródigo.com | Original aqui
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0 As bases bíblicas da ética cristã

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por Alderi Souza de Matos


A palavra “ética” vem do grego ethos e se refere aos costumes ou práticas que são aprovados por uma cultura. A ética é a ciência da moral ou dos valores e tem a ver com as normas sob as quais o indivíduo e a sociedade vivem. Essas normas podem variar grandemente de uma cultura para outra e dependem da fonte de autoridade que lhes serve de fundamento.

A ética cristã tem elementos distintivos em relação a outros sistemas. O teólogo Emil Brunner declarou que a ética cristã é a ciência da conduta humana que se determina pela conduta divina. Os fundamentos da ética cristã encontram-se nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, entendidas como a revelação especial de Deus aos seres humanos.

A ética é importante para a vida diária do cristão. A cada momento precisamos tomar decisões que afetam a outros e a nós mesmos. A ética cristã ajuda as pessoas a encarar seus valores e deveres de uma perspectiva correta, a perspectiva de Deus. Ela mostra ao ser humano o quanto está distante dos alvos de Deus para a sua vida, mas o ajuda a progredir em direção esse ideal.

Se fosse possível declarar em uma só sentença a totalidade do dever social e moral do ser humano, poderíamos fazê-lo com as palavras de Jesus: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento... e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (Mt 22, 37 e 39)

1. A ÉTICA DO ANTIGO TESTAMENTO

1.1  O caráter ético de Deus

A religião dos judeus tem sido descrita como “monoteísmo ético”. O Velho Testamento fala da existência de um único DEUS, o criador e Senhor de todas as coisas. Esse Deus é pessoal e tem um caráter positivo, não negativo ou neutro. Esse caráter se revela em seus atributos morais. Deus é Santo (Lv 11, 45; Sl 99, 9), justo (Sl 11, 7; 145, 17), verdadeiro (Sl 119, 160; Is 45, 19), misericordioso (Sl 103, 8; Is 55, 7), fiel (Dt 7, 9; Sl 33, 4).

1.2  A natureza moral do homem

A Escritura afirma que Deus criou o ser humano à sua semelhança (Gn 1, 26-27). Isso significa que o homem partilha, ainda que de modo limitado, do caráter moral de seu Criador. Embora o pecado haja distorcido essa imagem divina no ser humano, não a destruiu totalmente. Deus requer uma conduta ética das suas criaturas: “Sede santos porque eu sou santo” (Lv 19, 2; 20, 26).

1.3  A Lei de Deus

A lei expressa o desejo que Deus tem de que as suas criaturas vivam vidas de integridade. Há três tipos de leis no Antigo Testamento: cerimoniais, civis e morais. Todas visavam disciplinar o relacionamento das pessoas com Deus e com o seu próximo. A lei inculca valores como a solidariedade, o altruísmo, a humildade, a veracidade, sempre visando o bem-estar do indivíduo, da família e da coletividade.

1.4 Os Dez Mandamentos

A grande síntese da moralidade bíblica está expressa nos Dez Mandamentos (Ex 20, 1-17; Dt 5, 6-21). As chamadas “duas tábuas da lei” mostram os deveres das pessoas para com Deus e para com o seu próximo. O Reformador João Calvino falava nos três usos da Lei: judicial, civil e santificador. Todas as confissões de fé reformadas dão grande destaque à exposição dos Dez Mandamentos.

1.5 A contribuição dos profetas

Alguns dos preceitos éticos mais nobres do Antigo Testamento são encontrados nos livros dos Profetas, especialmente Isaías, Oséias, Amós e Miquéias. Sua ênfase está não só na ética individual, mas social. Eles mostram a incoerência de cultuar a Deus e oferecer-lhe sacrifícios, sem todavia ter um relacionamento de integridade com o semelhante. Ver Isaías 1, 10-17; 5, 7 e 20; 10 1-2; 33, 15; Oséias 4, 1-2; 6, 6; 10, 12; Amós 5, 12-15, 21-24; Miquéias 6, 6-8.

2. A ÉTICA DO NOVO TESTAMENTO

1. A ética do Novo Testamento não contrasta com a do Antigo, mas nele se fundamenta. Jesus e os Apóstolos desenvolvem e aprofundam princípios e temas que já estavam presentes nas Escrituras Hebraicas, dando também algumas ênfases novas.

2. A ética de Jesus: a ética de Jesus está contida nos seus ensinos e é ilustrada pela sua vida. O tema central da mensagem de Jesus é o conceito do “reino de Deus”. Esse reino expressa uma nova realidade em que a vontade de Deus é reconhecida e aceita em todas as áreas. Jesus não apenas ensinou os valores do reino, mas os exemplificou com a vida e o seu exemplo.

3. O Sermão da Montanha: uma das melhores sínteses da ética de Jesus está contida no Sermão da Montanha (Mateus Caps. 5 a 7). Os seus discípulos (os Filhos do Reino) devem caracterizar-se pela humildade, mansidão, misericórdia, integridade, busca da justiça e da paz, pelo perdão, pela veracidade, pela generosidade e acima de tudo pelo amor. A moralidade deve ser tanto externa como interna (sentimentos, intenções): Mt 5, 28. A fonte do mal está no coração: Mc 7, 21-23.

4. A vontade de Deus: Jesus acentua que a vontade ou o propósito de Deus é o valor supremo. Vemos isso, por exemplo, em Mt 19, 3-6. O maior pecado do ser humano é o amor próprio, o egocentrismo (Lc 12, 13-21; 17, 33). Daí a ênfase nos dois grandes mandamentos que sintetizam toda a lei: Mt 22, 37-40. Outro princípio importante é a famosa “regra de ouro”: Mt 7, 12.

5. A ética de Paulo: Paulo baseia toda a sua ética na realidade da redenção em Cristo. Sua expressão característica é “em Cristo” (II Co 5, 17; Gl 2, 20; 3, 28; Fp 4, 1). Somente por estar em Cristo e viver em Cristo, profundamente unido a Ele pela fé, o cristão pode agora viver uma nova vida, dinamizado pelo Espírito de Cristo. Todavia, o cristão não alcançou ainda a plenitude, que virá com a consumação de todas as coisas. Ele vive entre dois tempos: o “já” e o “ainda não”.

6. Tipicamente em suas cartas, depois de expor a obra redentora de Deus por meio de Cristo, Paulo apresenta uma série de implicações dessa redenção para a vida diária do crente em todos os aspectos (Rm 12, 1-2; Ef 4, 1)

7. Entre os motivos que devem impulsionar as pessoas em sua conduta está a imitação de Cristo (Rm 15, 5; Gl 2, 20; Ef 5, 1-2; Fp 2, 5). Outro motivo fundamental é o amor (Rm 12, 9-10; I Co 13, 1-13; 16, 14; Gl 5, 6). O viver ético é sempre o fruto do Espírito (Gl 5, 22-23).

8. Na sua argumentação ética, Paulo dá ênfase ao bem-estar da comunidade, o corpo de Cristo (Rm 12, 5; I Co 10, 17; 12, 13 e 27; Ef 4, 25; Gl 3, 28). Ao mesmo tempo, ele valoriza o indivíduo, o irmão por quem Cristo morreu (Rm 14, 15; I Co 8, 11; I Ts 4, 6; Fm 16)

9. Acima de tudo, o crente deve viver para Deus, de modo digno dele, para o seu inteiro agrado: Rm 14, 8; II Co 5, 15; Fp 1, 27; Cl 1, 10; I Ts 2, 12; Tt 2, 12.

Fonte: Mackenzie
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0 Alguns Princípios Cristãos sobre o Lazer e Entretenimento

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Por Augustus Nicodemus Lopes


Faz algum tempo acompanhei uma discussão entre jovens cristãos, pela Internet, sobre a ida a shows de artistas famosos. Após uma boa troca de mensagens, postei a mensagem abaixo sobre alguns princípios cristãos sobre o lazer. Fica para a reflexão de quem se interessar:

“Queridos,

Acho que o método certo para analisarmos esta questão e outras é estabelecermos os princípios bíblicos que controlam o assunto. Sem o referencial bíblico ficaremos às apalpadelas. Menciono alguns princípios bíblicos que controlam a questão do LAZER do crente -- pois é aqui que se encaixa o assunto.

1. É dever do crente fazer todas as coisas para a glória de Deus. Isto inclui o lazer. Portanto, qualquer forma de lazer em que o crente não consiga glorificar a Deus deveria ser questionada. Esclareço que eu iria a um show de artistas cujo conteúdo, ambiente, letra das músicas, apresentação pessoal dos artistas (alguns se apresentam semi-despidos) não ofendam as virtudes cristãs nem os valores morais do Cristianismo.

2. Também é dever do crente desfrutar com moderação de todas as coisas boas que Deus criou, usando com moderação a alegria, o sono, a alimentação, os exercícios e certamente o lazer também. O lazer não pode se transformar num ídolo, e receber o primeiro lugar em minha vida. Cristo é quem deve ter esta prioridade.

3. O cristão deve evitar todas as ocasiões à impureza, em que a tentação é maior e mais pesada; deve evitar a sociedade com ímpios e devassos; sua mente deve estar sempre ocupada com "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Fp 4:8). Tenho certeza que a letra de algumas músicas de alguns artistas não se pode encaixar aqui. Não vejo como um crente pode descontrair-se e agitar-se ao som de uma música que exalta a infidelidade conjugal ou idolatra o homem ou a mulher.

4. Compete ao cristão também "examinar todas as coisas e reter o que é bom". Não devemos reter o mal e nem nos deliciarmos nele. Se estou escutando uma música que exalta o amor homossexual, ou a violência contra a mulher, ou o adultério, ou uma relação promíscua, certamente não devo ter prazer algum nestas coisas. Por outro lado, tem muita letra boa e sã, sem maldade ou malícia. Tudo OK, nestes casos. A graça comum de Deus permite que algumas coisas boas ainda sejam produzidas pela humanidade não regenerada.

5. Por último, o amor a Cristo e ao próximo precede o uso da liberdade cristã. Se no uso da minha liberdade irei ser escândalo para o Evangelho ou outros irmãos, me compete abrir mão por amor. 

Apesar da "cultura de proibição de programas para a juventude" que foi mencionada numa mensagem da lista, não podemos esquecer que o crente é escravo de Deus e que tem com única regra de fé e prática a Bíblia. Até na hora de descontrair.

Um abraço,
Pr. Augustus"

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0 Jejum e a comunhão com o Pai



Por Rev. Felipe Camargo



Hoje, quando falamos sobre jejum nós temos dois lados. O primeiro é a ausência, ou seja, pessoas que nunca jejuaram e nem se preocupam com isso. O outro, pessoas que jejuam constantemente, mas não sabem como fazer e o porquê fazer. Os dois estão errados. Jesus diz que devemos sim fazer jejum, mas também diz que existe o jeito correto e o jeito errado de se fazer jejum. 

Primeiramente entendamos o que é jejum. A Bíblia apresenta que jejum está relacionado em buscar ao Senhor. Josafá, por exemplo, apregoou jejum em todo Judá para buscar ao Senhor (2º Cr 20.3). Neste texto fica claro que a forma que eles escolheram para buscar ao Senhor foi o jejum. Jesus, ao iniciar seu ministério foi ao deserto para ser tentado e lá jejuou por 40 dias (Mt 4.1-11). Qual teria sido o propósito de Jesus jejuar, senão, ter um maior relacionamento com o Pai (algo que fez durante todo o seu ministério) e permanecer firme diante da tentação de Satanás? O mesmo tempo, Jesus afirma que o jejum deve ser apenas para receber a recompensa do Pai e não dos homens (Mt 6.16-21). 

O outro lado do jejum é a questão da tristeza. Não é difícil de entender isso se você já passou por profunda tristeza. Parece que a comida realmente não quer descer pela garganta. Dario ficou em jejum pela preocupação com Daniel (Dn 6.18). Mas, o jejum do cristão não é causado por uma tristeza qualquer, e sim pelo desejo ardente de estar ao lado do seu Senhor. Foi esta a explicação que Jesus dá aos que o questionam em Mateus 9.14-17. A resposta de Jesus é que só faz sentido jejuar se houver tristeza, que por enquanto não era o caso dos discípulos. Isso porque para o cristão existe um alimento melhor que ele deve buscar e esse vem apenas do Pai (Is 55.1,2). Esse era o alimento de Cristo durante o seu ministério: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (Jo 4.34). Nesse sentido é que Piper explica que o jejum deve ser constituído em nossas vidas como uma maneira de buscarmos “a plenitude de Deus”.[1]

Portanto, desde já, fica claro que jejum é para se obter uma maior comunhão com o Senhor e não favores terrenos. Infelizmente temos crentes tentando barganhar com o Senhor para obter “bênçãos materiais” e se esquecem do bem maior! Por isso que o jejum deve vir sempre acompanhado de oração. 

É verdade também, que se buscarmos ao Senhor em primeiro lugar, as coisas que andamos ansiosos (e.g comer, beber e vestir - Mateus 6.25), ela nos serão acrescentadas pelo o Pai (Mateus 6.33). Mas, é muito diferente buscar ao Senhor PARA que essas coisas nos seja acrescentadas, pois isso não é colocar o Senhor em primeiro lugar. 

É interessante observar que o jejum é citado muitas vezes em contexto de arrependimento diante do pecado. Embora esse ponto seja um extenso, é interessante fazer uma pequena menção aqui. Foi por causa do pecado que a cidade inteira de Nínive jejuou. O mesmo acontece no livro de Joel. Por causa do pecado, a ordem foi dada a todo o povo jejuar (Jl 1.14; 2.15). Outro caso interessante é a maneira que o povo confessou seus pecados em Neemias 9.1,2 logo após o jejum. 

Não é difícil entendermos a relação entre confissão de pecado e o jejum. Afinal o pecado é o que nos afasta do Senhor. Por isso, a tristeza pelo pecado e o afastamento do Senhor nos leva ao arrependimento e a buscar mais a Deus. Aqueles que se entristecem e se humilham pelo pecado, Jesus promete que serão consolados e deles é o reino do céu (Mt 5.3,4). 

Jejum, portanto, não é um auto-sacrifício. Deixar de comer isso ou aquilo não é fazer jejum para uma maior comunhão com o Senhor. Não estou dizendo que sou contra deixar de tomar coca-cola, café, comer chocolate, etc. De certa forma, isso é bom, pois esses alimentos, apesar de agradar o paladar, fazem mal ao corpo que Deus nos deu. Isso é louvável, mas isso não é o jejum que a Bíblia nos ensina. 

Quero encerrar com uma observação. Jejum não é apenas “ficar sem comer”. Muitas vezes mistificamos o jejum, como se apenas ficar sem comer já aumentasse nossa comunhão com Deus. Será? Será que ficar sem comer e ficar na frente da televisão aumenta nossa comunhão com Deus? Por que Jesus vai para o deserto para jejuar? Por que Jesus trata de jejum no contexto de oração em Mateus 6? Jejum sem leitura bíblica e oração serve apenas para exames médicos e nada mais. 

Jejum é quando buscamos ao Senhor e nos alimentamos espiritualmente dEle. É quando estamos tão famintos desse alimento espiritual que é fruto de uma comunhão maior com o Senhor que não queremos comer ou fazer outra coisa. Nosso desejo é só o Senhor e nada mais. É o desejo de estar cada dia mais ao lado do nosso Deus. É dizer: Maranata, vem Senhor Jesus! 

Nota:
[1] PIPER, John. Jejuando pela recompensa do Pai. 

- Sobre o autor: Felipe Camargo é Pastor da Igreja Presbiteriana do Estoril no Riacho Grande São Bernardo do Campo em SP. Formado no Seminário JMC e cursando mestrado em Divindade(M.Div)
Divulgação: Bereianos
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